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19/07/2023
Entenda o que é o setor de Hemodinâmica dentro de um hospital
A Unimed Ponta Grossa preparou um material especial para explicar, em detalhes, como funciona o setor mais utilizado do HGU
          Hoje, já é possível diagnosticar e tratar doenças cardiovasculares sem procedimentos de grandes cortes no paciente, a chamada cirurgia aberta. Para alguns casos, há a possibilidade de cuidar do paciente com procedimentos minimamente invasivos. E, para isso, é necessário que os hospitais disponham de uma unidade importante: a hemodinâmica.

          Para contar em mais detalhes como funciona esse setor dentro do Hospital Geral Unimed, a cooperativa separou as principais informações para você sobre essa grande aliada da cardiologia.
 
 
1)      Para que serva a hemodinâmica?
Nas situações de emergência cardiológica, vascular ou neurológica, a hemodinâmica tem grande importância na agilidade para restabelecer a circulação sanguínea. Na hemodinâmica, é possível diagnosticar doenças coronarianas, de doenças vasculares e tratamento de arritmias cardíacas. A área utiliza técnicas cirúrgicas complexas, mas minimamente invasivas, ou seja, aquelas em que não são feitos grandes cortes no paciente.
 
 
2)      Quais procedimentos são feitos na hemodinâmica?
Tratamento de aneurisma minimamente invasivo com microcirurgia vascular; tratamento de Acidente Vascular Cerebral (AVC); tratamento de carótida, estenose e entupimento; tratamento de doenças de formações arteriovenosas, fístulas, por meio de cateterismo e micro cateteres.

A atuação na hemodinâmica é feita em duas frentes:
 
a)       Procedimentos diagnósticos: exames para verificar o estado cardiovascular do paciente.
 
b)      Procedimentos terapêuticos: tratamento de doenças cardíacas, por meio de cateteres, balões e stents.
 
3)      Quais especialidades relacionadas à hemodinâmica?
Principalmente neurologia e cardiologia. A mesma agilidade aplicada no atendimento aos pacientes com infarte, também é aplicada nos casos de AVC, por exemplo. A ortopedia também tem a hemodinâmica como aliada no tratamento de lesões de  nervos sensitivos, devido à qualidade das imagens fornecidas pelos equipamentos.
 
4)      Qual a diferença da hemodinâmica para um centro cirúrgico?
Vamos utilizar a embolização de aneurisma como exemplo. Antigamente, quando o paciente precisava desse tratamento, ele era levado para o centro cirúrgico e passava por uma cirurgia aberta (em que tecidos e órgãos ficam mais expostos). Hoje, para esse mesmo tratamento, já é possível por meio de uma mínima punção na virilha.
 
5)      Como é o fluxo da hemodinâmica nos casos de AVC?
Quando o paciente chega no HGU tendo um AVC, o neurologista o avalia e verifica se há a indicação de tratamento. Se for uma oclusão de grande vaso, o médico encaminha o paciente diretamente para a hemodinâmica. 
 
6)      Como saber se devo ir para o hospital?
Se estiver com sintomas neurológicos, como perda de força, alteração na fala, dificuldade para caminhar. Quanto antes buscar o atendimento, mais rápido será feito o tratamento e menores serão as sequelas ao paciente.
 
7)      Como funciona nos casos de emergência?
Normalmente, os pacientes que chegam na emergência do HGU com dor torácica, por exemplo, são encaminhados para a hemodinâmica. Dessa forma, é possível conduzi-lo em poucos minutos da chega ao hospital até a unidade de hemodinâmica para iniciar o atendimento.
 
8)      A unidade realiza procedimentos eletivos?
Sim, os procedimentos que não são considerados de urgência ou emergência e podem ser agendados também são feitos na hemodinâmica.
 
9)      Como é o processo antes da cirurgia?
Com a cirurgia agendada, o paciente pode entrar em contato diretamente com a hemodinâmica, ou ser encaminhado pelo cardiologista, para realizar uma consulta de enfermagem. Nessa avaliação, ele irá responder um questionário, conhecer o setor e a equipe de enfermagem, e ser informado sobre toda a linha de cuidado que será seguida para ele.
 
 
10)   Como a hemodinâmica pode favorecer o tratamento?
A hemodinâmica proporciona uma recuperação mais rápida ao paciente, além de reduzir as chances de sequela e possibilitar tratamentos de pacientes idosos ou com doenças crônicas graves, trazendo menos riscos do que as cirurgias tradicionais.







 

LIZIANA ANDRESSA DE FREITAS
Fonte: HGU